sexta-feira, 1 de setembro de 2017

HAND TALK

HAND TALK
Fonte: www.google.com.br/imagens

     O app pode ser usado por pessoas de todas as idades, surdos ou não, que tenha interesse em aprender, ou se comunicar utilizando a libras. E melhor ainda é de graça. O Hand Talk (mãos que falam).
     Pode ser usado na disciplina de português, onde o professor pode se comunicar com o aluno que não ouve. Muitos alunos surdos tem dificuldades de entender o português.  Até porque isso pode parecer obvio para você, mas não é para muita gente. Libras é uma língua diferente do português, como o inglês, o francês e o japonês.
    Ele reconhece três tipos de informação –textos, imagens e sons, e traduz seu conteúdo para língua de sinais com a ajuda do personagem, o Hugo. Assim quando um deficiente auditivo recebe um sms, Hugo pode traduzi-lo para libras.  Ou quando ele encontra uma placa na rua que não entendeu o significado, basta tirar uma foto e enviá-la para ele, que varre a imagem em busca de palavras que depois são traduzidas para libras. Um exemplo que podemos dar com o uso desse aplicativo é o da professora Rose que utiliza o aplicativo para se comunicar na sala de aula com seus alunos do sexto ano do ensino fundamental. Ela comenta que depois que passou a utilizar o aplicativo na disciplina de português, ela percebeu que seus alunos se desenvolveram muito e que melhorou bastante a comunicação entre eles. Ela comenta assim: “Sem palavras para dizer, pois realmente mudou muito a vida de meus alunos!!”

Maria Cristina dos Santos
    

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

TECNOLOGIA À FAVOR DA INCLUSÃO

TECNOLOGIA À FAVOR DA INCLUSÃO

Fonte: http://inclusao-tecnologias.blogspot.com.br/2010/08/deficiencia-mental.html
Professores da Escola Estadual de Minas utilizam aplicativos de smartphones para ajudar na inclusão de crianças com deficiência. No dia 28 de abril que é comemorado o dia da educação os educandos desta escola se organizaram para desenvolver práticas mais eficazes na inclusão de pessoas com dificuldade de interação. Como a maioria das nossas tarefas diárias usamos os celulares, tablet, não poderia ser diferente nas escolas, mas com seu uso voltado para atividades acadêmicas, com isso temos o que se chama de tecnologia assistiva, que é o uso de aplicativos e programa que facilitem o aprendizado. Esse tipo de processo surgiu com a necessidade de fazer com que crianças e adulto, tenham mais facilidade no aprendizado e na interação com a sociedade.
Segundo o IBGE de 2015 revela que 6,2% da população tem algum tipo de deficiência. Dentre os tipo pesquisados, a visual é a mais representativa atingindo o patamar de 3,6% dos brasileiros, sendo mais comum em pessoas com mais de 60 anos (11,5%). O grau intenso ou muito intenso da limitação impossibilita 16% dos deficientes visuais de realizarem atividades simples do dia a dia. O estudo mostra também que 1,3% tem algum tipo de deficiência física. Ainda segundo o IBGE 0,8% da população brasileira tem algum tipo de deficiência intelectual, destes a maioria (0,5%) já nasceram com a limitação e deste total cerca de 30% frequentam serviço de reabilitação em saúde. As pessoas com deficiência auditiva representam 1,1% da população brasileira e esse tipo de deficiência foi o único que apresentou resultados estatisticamente diferenciados por cor ou raça, sendo mais comum em pessoas brancas (1,4%), do que em negros (0,9%). Cerca de 0,9% dos brasileiros ficou surdo em decorrência de alguma doença ou acidente e 0,2% nasceu surdo. Do total de deficientes auditivos, 21% tem grau intenso ou muito intenso de limitações, que compromete atividades habituais.
Tendo em vista esse número crescente de deficientes no Brasil se viu a necessidade cada vez maior de recursos que ajudassem na inclusão destas pessoas no meio social foi ai então que se criou a        tecnologia Assistiva, que é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão.
E como fazer para ajudar essas pessoas com tais necessidades? Foi com essa questão que os professores da escola de minas resolveram organizar uma feira juntamente com os pais, para poder mostra que o smartphone serve pra outras coisas além do uso da internet, mostraram que o celular pode ajudar na dificuldade da pessoa com deficiência, com o uso de aplicativos, como por exemplo, o “talckback” função que já vem na maioria dos aparelhos android e ios, a função do aplicativo é muito simples, Talkback é uma função de acessibilidade que ajuda pessoas com deficiência visual a selecionarem as opções do celular. A função oferece suporte de voz a quem tem baixa ou perda total de visão, ele fala em voz alta cada operação realizada no aparelho. Ou seja, sempre que selecionar um aplicativos ou uma opção do aparelho por exemplo: Configurações, o aparelho irá emitir o som alertando o usuário sobre o que está sendo selecionado neste caso o aparelho irá  falar: - Configurações. Esse aplicativo da mais acessibilidade ao usuário, e de certa forma mais independência e autonomia.

Há também outros tipos de aplicativos com o hand talck, uma solução brasileira para a inclusão social de deficientes auditivos está chamando a atenção de todo o planeta. O Hand Talk (Mãos que Falam) é um aplicativo para dispositivos móveis que converte textos, imagens e áudio para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Desenvolvida em Alagoas, a proposta é tão inovadora que ganhou World Summit Award Mobile, uma competição bianual promovida pela ONU que reconhece aplicativos de relevância para toda a humanidade. O aplicativo Hand Talk reconhece três tipos de informação - textos, imagens e sons - e traduz seu conteúdo para a língua de sinais com a ajuda de um carismático personagem chamado Hugo. Assim, quando um deficiente auditivo recebe um SMS, Hugo pode traduzi-lo para LIBRAS. Ou, quando ele encontra uma placa na rua que não entende o significado, basta tirar uma foto e enviá-la para Hugo, que varre a imagem em busca de palavras que depois são traduzidas para LIBRAS.

Pode não parece grande coisa o que esses aplicativos realizam, “mas para nós só a sensação de poder fazer algo sem ajuda de terceiros gera um prazer imenso, gera um sentimento de independência”; relata um usuário.

Estes aplicativos auxiliam não só na vida particular, como na vida acadêmica, facilitando a interação professor aluno. A criação destes tipos de aplicativos só mostra que estamos caminhado no rumo certo, rumo a interação social, buscando soluções  para o que a pouco tempo atrás quase ninguém fazia questão de debater, e hoje é um dos assuntos mais comentados do mundo, e não só a interação mas a aceitação de pessoas com deficiência.

“Professora da rede estadual de ensino de Sete Lagoas, usa aplicativo para garantir aprendizagem de alunos deficientes auditivos.”

“Professora da rede estadual de ensino de Sete Lagoas,  usa aplicativo para garantir aprendizagem de alunos deficientes auditivos.”



www.bhlegal.net/blog/ve-libras-software-livre-traduz-fala-e-escrita-para-a-lingua-de-sinais/
A Deficiência auditiva (perda auditiva) é quando a habilidade auditiva da pessoa é reduzida e faz com que a pessoa tenha dificuldade de ouvir diálogos e outros sons. A deficiência auditiva moderada é a incapacidade de ouvir sons com intensidade menor que 50 decibéis e costuma ser compensada com a ajuda de aparelhos e acompanhamento terapêutico. Em graus mais avançados, como na perda auditiva severa e profunda, aparelhos e órteses ajudam parcialmente. Perdas auditivas acima desses níveis são consideradas casos de surdez total. Quanto mais agudo o grau de deficiência auditiva, maior a dificuldade de aquisição da língua oral, por isso a escola deve trabalhar o aprendizado de Libras e da leitura orofacial.

As escolas regulares com alunos com deficiência auditiva, todas tem o benefício de direito a receber um intérprete de Libras e material de apoio para as salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE).  A aquisição da Língua Brasileira de Sinais é essencial para a comunicação com os demais e para o processo de alfabetização inicial. O aprendizado de libras ocorre no contra turno, nas salas de AEE.
http://www.portalsuldabahia.com.br/index.php/ilheus-abre-selecao-simplificada-para-professores-e-interprete-de-libras/
No dia a dia, posturas simples do professor em sala facilitam o aprendizado do aluno surdo, como é o caso da professora de ciências Cleide da Escola Estadual Mário Faccio Gonçalves, na cidade de Sete Lagoas, da disciplina de Ciências que implantou o aplicativo tradutor Libras Sem Fronteiras em seu computador, onde toda a matéria em que ela vai apresentar em sala de aula seja repassada para seus alunos com deficiência auditiva na mesma proporção e qualidade, porém em libras, sendo o aplicativo também inverso, assim o material é todo traduzido em libras, tanto o material apresentado em vídeos como livros. O aplicativo é muito simples de ser utilizado, a matéria é digitalizada normalmente e ao lado é feita toda tradução, no tempo real de digitação. Quando o texto já está pronto, demora apenas alguns segundos a tradução. No caso do texto em libras, a interpretação também é muito rápida. Além de a professora passar para os alunos deficientes auditivos, ela também passa para os outros alunos, ou seja, a interpretação além de incluí-los, também contribui para a alfabetização dos demais alunos. No início, Cleide conta que alguns professores da escola diziam ser desnecessário o uso do aplicativo, umas vez que era direito dos alunos ter um interprete, porém, ela acredita na inclusão com maior facilidade e diz que seus alunos sentem mais próximos dos colegas de classe e que inclusive melhoraram suas notas e o interesse nas aulas. Também fala do incentivo dos colegas que inclusive tinham dificuldades em realizarem trabalhos em grupos com os colegas deficientes auditivos, porque por mais que eles tentavam entender, existia um limite muito grande na comunicação. “Meus alunos uniram mais, embora no início, os alunos que não tem deficiência acharem que era desnecessário para eles uma atividade em que tudo era traduzido em libras ao lado, hoje eles já não sentem mais isso, não existe mais o grupo dos deficientes auditivos, hoje eles formam um grupo só na sala, não existe mais separação, ainda mais porque os alunos hoje têm interesse em libras também”. Ressalta que todos os alunos interagem, estudam juntos, realizam todas as atividades e destacam em todos os trabalhos. Os colegas ainda falam que até a auto-estima dos colegas melhorou, “Até nas reuniões de confraternização eles vão, querem sentar conosco, fazer os trabalhos juntos e até disputam as melhores notas e hoje eles não perdem pra nenhum de nós”, diz a aluna Juliana.

Hoje o aplicativo Libras Sem Fronteiras é usado por todos os professores da escola, mesmo que a sala tenha o interprete. Com esse projeto que não é só de interpretação, mas também de inclusão, Cleide ganhou prêmio de professora destaque em Sete Lagoas e hoje é referência para os demais colegas e continua exercendo seu papel de educadora com muita dedicação. Bem como apresentado acima, à tecnologia aplicada de maneira certa só tem a agregar na educação e evolução de pessoas com deficiência auditiva, agindo como agente favorável e concedendo a inclusão dessas pessoas na sociedade.  

Jaqueline Pereira, Amanda Cecilio

Uso da tecnologia a serviço da educação com alunos em processo de inclusão da rede ensino.

Uso da tecnologia a serviço da educação com alunos em processo de inclusão da rede ensino.



EDUCAÇÃO E MUDANÇA-WordPress.com

O movimento da inclusão, aqui entendido como a garantia de acesso, permanência e sucesso da criança com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento ou com altas habilidades/superdotadas, pode ser um diferencial para a educação de todas as crianças. A presença desta criança na sala regular tem exigido um conjunto de estratégias e procedimentos de ensino diferente daquele utilizado em escolas especiais.
O avanço tecnológico tem, ainda, proporcionado ferramentas que, adequadas ao contexto e às necessidades de cada aluno, podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento do desempenho acadêmico de cada um e de todos. Entretanto, a disponibilização destas ferramentas no ambiente escolar depende exclusivamente da adesão do professor a elas.  A apropriação desta tecnologia pelo professor deve promover não só sua aplicação para aqueles alunos reconhecidamente com deficiência, mas para aqueles que, por algum motivo, tem apresentado dificuldades para acesso aos conteúdos escolares. “As novas tecnologias da comunicação/informação estão possibilitando e influenciando a introdução de diferentes valores, de uma nova razão [...] A razão moderna não está mais dando conta de explicar os fenômenos desta sociedade em plena transformação”.
·         A Escola Estadual Renato Filgueiras, da cidade de Papagaios realiza aula interativa junto com professores da língua Portuguesa uma vez por semana nas turmas onde há alunos em processo de inclusão, são aulas de tecnologias a partir de jogos, sendo estas aulas realizadas na sala de informática, junto ao professor de apoio e mais um professor para ajudar nas aulas. “Através da brincadeira a criança tem a possibilidade de experimentar novas formas de ação e exercitá-las, sendo criativa ao passo que imagina situações, reproduzindo momentos e interação importantes de sua vida significando-os. São trabalhados com estes alunos jogos de memorização, jogos de aprendizagem. Entre as brincadeiras os jogos se apresenta como recurso eficaz de construção de conceitos e conhecimentos. “Os jogos representam uma fonte de conhecimento sobre o mundo e sobre si mesmo, contribuindo para o desenvolvimento de recursos cognitivos e favorecendo o raciocínio, a tomada de decisões, a solução de problemas e o desenvolvimento do potencial criativo”. O aplicativo é utilizado para o cognitivo das crianças, a faixa etárias dos alunos são diversificadas indo dos 12 anos de idade até os 17 anos. Os objetivos propostos são trabalhar o cognitivo da criança explorando sua memória, percepção e o seu raciocínio perante as coisas. A vantagem de se trabalhar com as crianças os jogos em processo de inclusão são a participação dos demais alunos na interação com seus colegas por meio da brincadeira, há uma interação por parte dos alunos maiores. Não há desvantagem em trabalhar jogos online com alunos pois a participação como um todo que conta. Os jogos educativos podem despertar na Criança “a curiosidade e principalmente, o interesse em aprender, além de melhorar a autoconfiança da criança”.Imagem da Escola onde são usadas as tecnologias em prol da educação:
Pessoas que necessitam de adaptação do próprio computador: colmeia, mouses adaptados, teclas de acessibilidade, acionadores, letras ampliadas no teclado, teclado reduzido, ampliado, sensível do toque.




Maria Nilviane

APLICATIVO PROMOVE INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM DÉFICIT DE ATENÇÃO

APLICATIVO PROMOVE INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM DÉFICIT DE ATENÇÃO



Fonte: http://novaescola.org.br/
Vivemos hoje um processo histórico da evolução tecnológica que contribui significativamente para a inclusão dos alunos com deficiência. Os aplicativos apresentam recursos que podem ser utilizados para a escolarização de alunos com as mais variadas necessidades educacionais especiais. Consolidam o sistema educacional garantindo a participação efetiva nas atividades propostas.o sistema educacional ais.hia RU 1158404
A Khan Academy é utilizada pelos alunos do Colégio Professor Roberto Herbster Gusmão (AMBEV) situada na cidade de Sete Lagoas/MG, oferece exercícios, vídeos de instrução e um painel de aprendizado personalizado que habilita os estudantes a aprender no seu próprio ritmo dentro e fora da sala de aula. Aborda matemática, ciência, programação de computadores, história, história da arte, economia e muito mais. A grade curricular de matemática guia os estudantes do jardim de infância até o cálculo, usando tecnologias adaptativas de ponta que identificam os pontos fortes e lacunas no aprendizado. O programa possui parcerias com instituições como a NASA, o Museu de Arte Moderna, a Academia de Ciências da Califórnia e o MIT para oferecer conteúdo especializado.
O aplicativo apresenta várias disciplinas a serem trabalhadas, mas a escola optou por utilizar a matéria de matemática em busca do reforço do conteúdo ministrado em sala de aula. Além de familiarizar o aluno ao uso da informática, a Khan Academy contribui como um apoio para o desenvolvimento das crianças com déficit de atenção, sem restrição de idade. Habilita os professores e os pais a acompanharem em tempo real o desempenho das mesmas, se estão tendo dificuldades ou se alcançaram o objetivo proposto pela escola.
As melhorias não são observadas somente no boletim, mas também no comportamento em sala. Pois aumenta o interesse das crianças e aponta para um novo modelo de escola pautada na atenção à diversidade, para desenvolver sua prática pedagógica considerando diferentes modos de aprender e ensinar, contrários a cultura escolar tradicional.

Fernanda Diniz, Gabriela França e Karina Bahia

TECNOLOGIA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO APLICATIVO DA INCLUSÃO

TECNOLOGIA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO

APLICATIVO DA INCLUSÃO






A tecnologia através de diversos aplicativos e informações vem sendo um poderoso auxiliar na educação. Em especial na inclusão os aplicativos tem sido o braço direito de muitos professores. Conhecendo diversas realidades, hoje estaremos contando aqui a experiência da Escola Estadual Professora Vera Lúcia, uma escola localizada na periferia da Cidade de Portos/MG que vem sendo elogiada e conhecida por toda a população.

Esta história começa através da Professora Maria José, que em sua sala de 28 alunos, conta com a importante presença de dois deste total que fazem parte da educação inclusiva. A Professora conheceu o aplicativo Livox que é considerado o app de ponta na arte de conectar pessoas com dificuldade de fala e já está disponível em mais de 25 idiomas, além do português.

O aplicativo é utilizado na disciplina de Português, e através de doze mil símbolos e um repertório variado de frases e expressões comuns do dia a dia. O Livox é elaborado sobre um algoritmo que adapta o software ao usuário. Isso porque as capacidades motoras de quem o usa pode variar

muito. Como interpretar um toque impreciso ou outro que se arrasta pela tela? A “inteligência” dada à solução permitiu que ele pudesse ser usado por pessoas com dificuldades diversas, como autismo, deficiência visual ou auditiva.

Os alunos da Professora que são beneficiados pelo aplicativo têm idade entre 09 (nove) e 10 (dez) anos, que estão no quarto ano do ensino fundamental. Através do aplicativo os alunos têm a oportunidade de reproduzir em áudio textos digitados através de teclado virtual ou oferece a construção de orações como “Eu quero…” seguido de opções como “brincar”, “almoçar”, que, por sua vez, são sucedidos de botões com imagens e textos como “esconde-esconde” ou “macarrão”, respectivamente. O software chamou atenção e passou a ser utilizado em diversas clínicas. “Isso ganhou proporções gigantescas.  

Conforme relato da Professora e familiares dos alunos de inclusão da Escola graças ao aplicativo as crianças hoje possuem em suas mãos através do aplicativo uma poderosa arma para se comunicarem. Segundo Ana Lúcia, mãe de uma das alunas de Inclusão, o nome Livox, Liberdade em Voz Alta, é uma referência à filha, pois significou a libertação da pequena, que vivia presa dentro de seu próprio corpo e mente. A mãe conta que a filha, certa vez, se deitou para dormir e começou a fazer caretas e bicos. Ela perguntou o que era e, através do Livox, ficou sabendo que Clara estava com medo de uma sombra na janela do quarto. São pequenas coisas, porém essenciais na vida de qualquer pessoa. Poder escolher o que comer, poder conversar com os pais, se sentir incluído nas aulas da escola, pedir para ler uma história ou expressar um sentimento como o medo. Tudo isso foi possível graças ao aplicativo.

Vale ressaltar que o aplicativo usado com as crianças na sala de aula foram adquiridos para as famílias o que é um importante ciclo no processo de desenvolvimento das crianças que necessitam da inclusão, de um olhar especial, de uma atenção.

No entanto, precisamos da ajuda da mídia para que o Livox seja adotado como uma política pública. Afinal de contas são 15 milhões de pessoas no país que precisam do Livox e sem a participação do governo é impraticável conseguir levar a tecnologia a tantas pessoas, até devido às condições financeiras da maior parte da população. Então precisamos sensibilizar o governo para que as pessoas com deficiência possam ter acesso ao Livox.

Eugênia Aparecida
  

O USO DA TECNOLOGIA EM PROL DO AUTISMO



Fonte: http://www.ehow.com.br/criancas-autistas-escreverem-como_20568/
A atração de crianças autistas por dispositivos tecnológicos é frequentemente relatada por pais e médicos. Nos últimos anos, esse fascínio pelos pesquisadores para o desenvolvimento de técnicas de ensino mais eficazes tem aumentado, por exemplo, com o uso de vídeos, PDA’s (espécie de mini-computadores) e realidade virtual. O espectro autista envolve, além do autismo, a Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett e outros distúrbios caracterizados pelo desenvolvimento deficiente, que afeta habilidades de fala, e interação social e, em alguns casos, perda das habilidades motoras.
O uso da tecnologia no tratamento dos indivíduos com distúrbios do espectro autista é um dos temas de estudo da psicóloga Linda LeBlanc. A pesquisadora esteve no Brasil para participar da Escola São Paulo de Ciência Avançada: Avanços na Pesquisa e no Tratamento do Comportamento Autista, onde falou sobre as vantagens e cuidados na incorporação da tecnologia em intervenções de comportamento.
Segundo LeBlanc, automatizar determinadas intervenções utilizando a tecnologia pode aumentar sua precisão e consistência, o que pode tornar o tratamento mais eficaz, além de reduzir tempo e custos, “Além disso, a tecnologia nos permite ensinar certos tipos de habilidades com segurança quando o treinamento ao vivo seria difícil ou perigoso. Por exemplo, quando ensinamos uma pessoa a atravessar a rua em um ambiente virtual em vez de no mundo real com automóveis reais” comenta a pesquisadora.

LeBlanc, no entanto, chama a atenção para o fato de que somente quando bem utilizada a tecnologia pode oferecer vantagens no tratamento do comportamento autista. Segundo a psicóloga, é preciso que a tecnologia possa oferecer vantagens no tratamento do comportamento autista. Segundo a psicóloga, é preciso que a tecnologia dos dispositivos eletrônicos permita utilizar também o que há de melhor na tecnologia que é a aplicação prática do conhecimento. Além desse questionamento, ela aponta que é preciso fazer mais duas questões: se as necessidades clínicas coincidem com as vantagens que a tecnologia  pode oferecer e se temos o conhecimento necessário, tanto da tecnologia em si como da tecnologia do tratamento comportamental. “Se a resposta a todas essas perguntas é sim, definitivamente devemos usar a tecnologia” afirma.
Para a cientista, os princípios básicos do comportamento devem ser incorporados na concepção e implementação de intervenções baseadas na tecnologia, para que elas sejam mais eficazes e não representem a substituição do esforço humano. “Novas tecnologias são constantemente desenvolvidas de modo que precisamos constantemente avaliar novos produtos e estratégias. O importante é verificar quais características da tecnologia são necessárias para produzir bons efeitos”, diz LeBlanc.
O autismo caracteriza-se por anomalias comportamentais tais como: limitação ou ausência de comunicação verbal, falta de interação social e padrões de comportamento restritos, estereotipados e ritualizados.
O acesso aos recursos oferecidos pela sociedade, escola, tecnologias, etc., influencia determinantemente nos processo de aprendizagem da pessoa. Com a utilização de novas tecnologias, o processo de inclusão de crianças e jovens com deficiência se tornará bem mais fácil, principalmente aqueles considerados mais “difíceis”, os deficientes múltiplos, autistas, surdos e com enfermidades graves. Para tanto, faz-se necessária à transposição de algumas barreiras e processos invisíveis que favorecem a ignorância, o preconceito, a segregação e o isolamento destes deficientes.
Fonte: www.dicyt.com


Marize Bretas e Gilmara Menezes