segunda-feira, 11 de setembro de 2017

LOUSAS x LOUSAS DIGITAIS Como os recursos tecnológicos auxiliam na educação inclusiva.

LOUSAS x LOUSAS DIGITAIS

Como os recursos tecnológicos auxiliam na educação inclusiva.


Fonte: https://goo.gl/4mY6CQ
A sala de aula é um ambiente de ensino e aprendizagem que deve conter recursos que facilitam a transmissão dos conhecimentos por parte dos professores e alunos. Um dos instrumentos didáticos mais antigos relacionados à troca de informações em sala de aula é a lousa. Este instrumento passou por várias transformações ao longo dos anos mudando sua aparência e suas funcionalidades. Apesar das mudanças, seus objetivos continuam sendo essenciais e suas novas funcionalidades facilitaram ainda mais a educação inclusiva.
Domingues (2015) afirma que “O quadro inicialmente escuro, daí a designação ‘quadro negro’ surgiu no ano de 1800, na Escócia, e partiu da ideia de um professor de geografia que tencionava desenhar um mapa para seus alunos; para conseguir tal efeito visual uniu algumas placas de ardósia polida e assim o fez. Alguns anos após, em 1808, essa ideia já teria se tornado realidade em diversas escolas públicas norte americanas”. Já Santaella (2001) comenta que, “por volta de 1994, uma novidade no campo da tecnologia e das linguagens começou a fervilhar.  Tratava-se da digitalização da informação, apresentada em formato multimídia.  Através da digitalização projetada em uma lousa foi possível misturar os bits de arquivos de áudio, vídeo e dados, criando um novo tipo de informação”.

No campo da pedagogia a inclusão escolar deve acolher todas as pessoas, sem exceção, independentemente da cor, classe social e condições físicas e psicológicas. O artigo 208 da Constituição Brasileira garante atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino, condição que também consta no artigo 54 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)

Mas como será que as tecnologias associadas à utilização de lousas digitais facilitam o processo de ensino aprendizagem na inclusão escolar? Vários fatores podem colaborar para esta prática, podendo destacar: flexibilidade, fácil manuseio, conectividade e reutilização.

Os quadros convencionais não permitem a flexibilidade de metodologias a serem utilizadas pelos professores tradicionais ou os mais inovadores sendo que as lousas digitais são facilmente adaptáveis aos 2 estilos. Quanto ao manuseio, tanto o quadro negro quanto a lousa digital, são facilmente utilizados, cada um possui suas características e exige um determinado tipo de treinamento. Já a conectividade e a reutilização são funções específicas das lousas digitais que proporcionam ao mesmo tempo acesso às diversas informações disponíveis, por exemplo, na internet e também a possibilidade de armazenamento das aulas para posteriores reaproveitamentos.
É importante ressaltar que com a evolução das tecnologias, as lousas de antigamente possuem limitações quando comparadas às lousas digitais disponíveis atualmente. O processo de inclusão de alunos com algum tipo de deficiência é facilitado ao ser desenvolvido e aprimorado nas lousas digitais. Devido às variadas funções disponíveis, a possibilidade desses alunos serem beneficiados é muito grande, logo, a tecnologia facilita a educação na transmissão de conhecimentos, interatividade e relacionamento professor aluno no ambiente escolar.
Infelizmente, nem todas as instituições de ensino possuem o recurso da lousa digital. É uma realidade ainda parcialmente utilizada na educação brasileira privada e está muito distante da educação pública. Os benefícios devem ser cada dia mais demonstrados não somente para a comunidade acadêmica, pois, os educadores precisam se aliar aos governantes e à comunidade em geral e assim preverem investimentos na área visando uma educação mais apropriada aos diversos perfis de alunos.

Renato da Rocha

CONHECENDO O LIVOX

CONHECENDO O LIVOX

Fonte: Site Livox - http://www.livox.com.br
Algumas pessoas com deficiência, muitas vezes passam por dificuldades na hora de se comunicar e pensando em atender esta necessidade, Carlos Pereira desenvolveu um aplicativo para tablets denominado Livox  que esta disponível para sistemas android sendo que ainda passa por atualização para que possa ser operado através dos olhos.
A ideia de Carlos surgiu da necessidade da filha, que nasceu com paralisia, de se comunicar. Para tanto utilizava-se um fichário com imagens que não era tão efetivo uma vez que tinha que passar página por página até que se chegasse a um pensamento completo. Nesta perspectiva, o software apresenta imagens que podem ser selecionadas a partir de toques. No início a filha de Carlos escolhia na tela as opções “Sim” ou “Não” para responder às perguntas dos pais.
O aplicativo contêm 12 mil imagens, sendo ainda possível, adicionar mais opções. As imagens apresentam situações do cotidiano como comer, dormir, brincar, assistir filmes, emoções dentre outras que podem ser escolhidas por toque, por um objeto ou pelo acionador, sendo possível ainda limitar os quadros que aparecerão na tela.
O app é indicado para pessoas com paralisia cerebral, autismo, esclerose múltipla e pessoas que tenham sequelas de acidente vascular cerebral e ainda pode ser utilizado por quem esta temporariamente impossibilitado de falar ou por quem realizou traqueostomia, dessa forma é certo dizer que o app pode ser utilizado em locais como escolas, hospitais e clínicas, não sendo restrito ao ambiente familiar, muito embora inicialmente o objetivo fosse esse.
Para ampliar o sistema para maior número de pessoas, Carlos se reuniu a uma equipe de consultoria contando com fonoaudióloga, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Como a plataforma Google já oferece o app, portanto aparelhos menores que o tablet, desde que sistema Android, podem ser utilizados. A ideia agora é desenvolver o app para sistema iOS, afim de se estender a aparelhos iPad da Apple.
Carlos trabalha atualmente em mais duas versões do Livox: a primeira para pessoas que se comunicam apenas através de piscar de olhos como e a segunda se trata de uma atualização do Livox para incluir no contexto opções de horários, como perguntas neste sentido: “Está na escola?”.
Embora o app seja gratuito, não esta disponível no Google play pois para utilizá-lo o analista de sistema precisa da ajuda de profissionais como terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, para seja analisado a situação específica do paciente que vai utilizá-lo.
Percebe-se que esse app pode ser muito útil em escolas que trabalhem com deficientes (Ex: Apae) que poderiam utilizar o app para comunicação. Embora a implementação não seja tão simples vale a pena quando se fala em possibilidades reais de conseguir se comunicar com crianças e adolescentes que estudam nestas escolas e que se encontram em situações permanentes ou temporárias de não poderem se expressar.
O Livox conta com os seguintes recursos:
Varredura Inteligente: Varredura Inteligente com ou sem acionador. Se você não tem um acionador, a tela do tablet vira um acionador! Basta tocar em qualquer lugar da tela!!
Acesso a nossa necessidade mais básica: A comunicação é a base do relacionamento humano. Saiba tudo que uma pessoa com deficiência quer dizer por meio do Livox!!
Toque Inteligente Livox: O Livox é o único com um algoritmo inteligente chamado IntelliTouch que corrige o toque imperfeito da pessoa com deficiência. Simplesmente funciona!!
Teclado Virtual Inteligente: Único com teclado virtual inteligente que fala automaticamente palavra por palavra ou frase por frase sem precisar apagar!!
Criação de itens imbatível: Criação de itens e pranchas com facilidade e flexibilidade imbatíveis! O mais personalizável do mercado!!
Conteúdo Educacional: Crie conteúdos Educacionais e ensine a pessoa com deficiência a ler, escrever, conceitos complexos como matemática. Pode ser usado em casa e na escola!!
Múltiplos Usuários ou Perfis: Crie conteúdos separados e personalizados para cada paciente ou perfil de diagnóstico. Cada pessoa com deficiência terá seu próprio Livox!!
Compartilhe conteúdos entre tablets facilmente: Compartilhe conteúdos entre tablets com apenas um clique. Ideal para uso em consultórios, clínicas e salas de aulas. Não requer internet!!
Poderosa Plataforma!: Fale, aprenda a ler, escrever, veja vídeos, ouça músicas e muito mais! O Livox é a plataforma mais poderosa e personalizável para pessoas com deficiência! Tudo isso com seus algoritmos inteligentes!
Rede de Profissionais: Profissionais que adquirem o Livox fazem parte de uma rede exclusiva em todo o território nacional. Essa rede tem acesso a pacientes Livox, melhores condições para aquisição, conteúdos e muito mais!!
Algoritmos inteligentes: O Livox é o único com algoritmos e ajustes para deficiência motora, cognitiva e visual. Até mesmo pessoas cegas que não se comunicam oralmente podem usar o Livox!!
Para obter essas e outras informações sobre o aplicativo, basta acessar: http://www.livox.com.br.
Blog de postagem da notícia: https://pedagogiaemacaouninter.wordpress.com/

Ivanilda Alves e Nélia Helena

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

LIVOX: O APLICATIVO QUE DÁ VOZ E EXPRESSÃO PARA PESSOAS DEFICIENTES!

LIVOX: O APLICATIVO QUE DÁ VOZ E EXPRESSÃO PARA PESSOAS DEFICIENTES!
Fonte: Internet
O Livox já é utilizado com sucesso em muitas escolas no processo de Inclusão Social. O aplicativo cujo nome vem do Latim significa “liberdade em voz alta”, e tem facilitado a vida de muitas famílias. O aplicativo brasileiro permite pessoas com deficiência a falar e se comunicar dentro e fora de sala de aula. O Livox foi desenvolvido pelo brasileiro Carlos Pereira, para promover autonomia na comunicação de sua filha, Clara, de sete anos, que tem paralisia cerebral. O software contém um catálogo de 20 mil imagens, que podem ser utilizadas em conjunto com textos e também permite o acesso a atividades culturais, como filmes, desenhos e músicas. Os usuários também conseguem aprender a ler, adquirir vocabulário e estudar matemática. Esta poderosa ferramenta consegue atender diferentes deficiências e doenças, como Autismo, ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e atende principalmente pessoas com dificuldades de se comunicar pela fala.
O Livox é usado na Escola Municipal Sagrado Coração de Jesus, desde o começo de 2017, pelo aluno Davi Lucas de 08 anos que tem paralisia cerebral, a criança não fala, mas entende o que escuta e também compreende a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Davi está conseguindo se comunicar melhor, tanto na escola quanto em casa, depois que começou a usar a ferramenta instalada no tablet, além de estar aprendendo a ler e escrever, pois o aplicativo torna possível o professor trabalhar com seu aluno deficiente a alfabetização e letramento que são a base da educação.
São grandes as possibilidades do aplicativo, o qual tem amplo potencial para uso pedagógico e comunicacional para os estudantes, pois é baseado em algoritmos inteligentes que se ajustam a vários graus de dificuldades motora, visual e cognitiva, corrigindo até mesmo os toques imprecisos das pessoas com deficiências. Desse modo, essa ferramenta é utilizada como instrumento de inclusão, auxiliando na alfabetização e no estudo de conceitos de disciplinas como a matemática. Através do Livox, os usuários podem relatar emoções, indicar exatamente o que querem comer; selecionar desenhos, filmes, jogos, músicas que desejam assistir e escutar; ajuda a aprender a ler e a estudar conceitos complexos; interagir rapidamente em perguntas cujas respostas sejam sim ou não; entre outras coisas. As atividades são ativadas através do comando de toque na tela, selecionando figuras, textos ou vídeos no tablet com o aplicativo instalado e as respostas são expressas através de voz sintética facilitando assim a comunicação e inclusão de pessoas deficientes na sociedade.

 Lorayne Silva Barbosa 

Tecnológico Novo Mundo

Tecnológico Novo Mundo
Fonte: Internet
De acordo com o último censo do IBGE divulgado em 2010, cerca de 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência no Brasil. Diante dessa realidade, fica clara a necessidade de mudanças pedagógicas que possam facilitar o processo de ensino-aprendizagem, melhor dizendo, utilizar a tecnologia a serviço da inclusão para pessoas que possuem alguma deficiência física que as impossibilitem de se ingressarem na escola.
            O aplicativo ESSENTIAL Acsessibility é a mais nova ferramenta inovadora, capaz de oferecer acessibilidade no ambiente digital a pessoas com dificuldade de movimentação, deficiência visual moderada, dislexia e outros problemas que dificultam o estudante portador de necessidades especiais de manusear o mouse, o teclado ou ler na tela. Na prática, ele funciona como um navegador com recursos de acessibilidade, como por exemplo, permitindo controlar o cursor com movimentos do rosto, comandos de voz, leitor de páginas, zoom em textos e imagens, teclados na tela, além de outras alternativas especificamente para mouse.
            Para a diretora Maria da Conceição da Escola Estadual “Presidente Tancredo Neves,” de Contagem, Minas Gerais, o recurso tecnológico possibilita novas referências de valores para os outros alunos que com capacidades “normais” valorizem e se empenhem no desenvolvimento coletivo comum.
            Além de auxiliar no processo de inclusão de pessoas com deficiência, esse tipo de tecnologia está sendo usada por grandes empresas como a Renner, Magazine Luíza, 3M, Sansumg, Hering e a Prefeitura de São Paulo, por via da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, sendo o primeiro órgão governamental do país a oferecê-lo em seu site, para melhor atender aos turistas com dificuldades motoras e que queiram se orientar pelo aplicativo.
            O software foi desenvolvido por uma empresa do Canadá, chamada Canadense que pode ser baixado gratuitamente.  Esta tecnologia assistida é um aplicativo para computadores pessoais, sendo que algumas escolas, já estão se dispondo desse equipamento para os alunos que apresentam dificuldades de compreensão do alfabeto nos anos iniciais. Para Simone Denner, uma das presidentes da companhia que produz este software, a maior dificuldade está na resistência de alguns professores regentes em usar (esta) tecnologia como ferramenta de ensino, seja por falta de preparo ou desconhecimento da tecnologia. Outro ponto destacável também é a precariedade dos computadores muito antigos e lentos que as escolas dispõem, tendo em vista que os recursos dependem de autorização governamental e nem sempre são suficientes para atender às necessidades das escolas.
            O uso da tecnologia a serviço da inclusão tem contribuído para o interesse e aprendizado daqueles que um dia sequer sonharam em estudar. Vale ressaltar que a formação pessoal e profissional dos professores que estão empenhados nesta nova aurora de possibilidades depende também de uma nova política tecnológica, inclusiva!
            ... inclusive!

Elson Viana Silva

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

MESA DIGITAL COMO FERRAMENTA PARA A INCLUSÃO

MESA DIGITAL COMO FERRAMENTA PARA A INCLUSÃO


Fonte: brasil.estadao.com.br
        
Uma mesa digital, interativa e multidisciplinar, que pode ser utilizada por crianças a partir de 3 anos de idade.
A mesa digital tem se tornado aliada no desenvolvimento e estimulação de crianças autistas, com Síndrome de Down, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), surdez, deficiências físicas e motoras, entre outras. O uso pode ser tanto compartilhado com outras crianças ou em um trabalho específico.
A PlayTable foi lançada no mercado em 2014 pela Playmove Indústria e Comércio Ltda., uma empresa de Blumenau/SC. Criada inicialmente para entretenimento, para cantinhos da criança em restaurantes, salas de espera e shoppings, entre outros, depois foi repensada para a Educação e foi neste segmento que chamou a atenção de educadores para trabalhar com as chamadas “crianças de inclusão”, nas salas de recursos multifuncionais.
“Percebemos que a realidade das crianças nas escolas brasileiras é muito dura e restrita para as que não têm limitações físicas ou cognitivas e ainda maior para as crianças com deficiências”, explica o diretor executivo da empresa, Marlon Souza. “Uma das principais características do nosso produto é permitir a interação e socialização das crianças ao usar os jogos e aplicativos da PlayTable. Quisemos então que esta interação acontecesse da mesma maneira e com a mesma eficiência para crianças com ou sem deficiências. Daí partiu nosso trabalho de pesquisa e implementações que resultou numa mesa digital totalmente inclusiva e adaptativa para as diferentes realidades e necessidades dessas crianças, tanto na sua estrutura física quanto nos jogos e conteúdos disponíveis”, afirma.


Desde dezembro de 2014, todas as salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) de Fraiburgo (SC) contam com mesas digitais com jogos educativos, que funcionam como ferramenta ludo pedagógica e apoiam o desenvolvimento cognitivo e motor de cerca de 170 crianças. Quando o objetivo é favorecer a educação inclusiva, diante de um contexto de ensino muitas vezes desafiador para professores e gestores, novos modelos de ensino e recursos inovadores ganham espaço. Seguindo essa tendência, a Secretaria de Educação Municipal adquiriu 40 PlayTables e distribuiu os equipamentos nas Escolas de Educação Básica do município.
A mesa digital tem se tornado aliada no desenvolvimento e estimulação de crianças autistas, com Síndrome de Down, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), surdez, deficiências físicas e motoras, entre outras. O uso pode ser tanto compartilhado com outras crianças ou em um trabalho específico.
A professora do município Tatiana Carla Scalabrin, os professores que atuam nas salas de AEE utilizam à formação continuada tanto para trabalhar com os materiais disponibilizados pelo MEC como para conhecer e discutir a legislação referente à educação especial. “Para facilitar a assimilação da mesa digital como ferramenta, a coordenação pedagógica, os professores do atendimento especializado e as psicopedagogas participaram de uma capacitação promovida pela Playmove, que desenvolveu a PlayTable”, conta.
A grande importância da inclusão, sensibiliza muito a nossa sociedade. Com isso, os avanços tecnológicos, estão sendo por meio institucionais, como o encontrado da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, e também no campo legal, com a Lei Federal 12.796/2013, que atualiza a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB/96) e exige que, até 2016, os municípios ampliem o número de vagas e tenham estrutura para oferecer educação especial nas pré-escolas.
Inclusão para combinar: a tecnologia e a ludo pedagogia


No município de Fraiburgo (SC), a mesa digital se deu no auxílio dos professores a explorar habilidades e raciocínio, concentração, coordenação motora fina, memória e compreensão. Serviu também como estímulo cognitivo e motivacional, onde se destaca por ser de simples manuseio. De acordo com a professora Tatiana, “os jogos são adequados para ajudar a superar as dificuldades de aprendizagem. Por isso acredito que podemos avançar em várias frentes”, afirma.
Segundo o nosso especialista em ludopedagogia, Cristiano Sieves, o planejamento de ações de inclusão no ambiente escolar depende basicamente de três fatores:
  • mapeamento das necessidades de adaptação dos estudantes;
  • Infraestrutura escolar;
  • Um modelo pedagógico e um plano de ensino que sejam de fato inclusivos.
A ludicidade tem papel importante na educação e na socialização de crianças com necessidades especiais, mas incluir essas pessoas na dinâmica da sala de aula ainda é um desafio. Entre os caminhos possíveis estão os jogos e brincadeiras que permitam a interação entre todas as crianças e a aposta em adaptações metodológicas”, finaliza Sieves.
Uma das desvantagens, é que não tem como ser utilizado por pessoas portadoras de deficiência visual por não ser interativa.
Com tantas inovações e possibilidades individuais de aprendizagem, questiona-se o quanto este distanciamento pessoal pode acarretar em um individualismo generalizado na sociedade, tornando as pessoas mais distantes e introspectivas. Já que as relações sociais são um ponto chave para a educação, cabe aos professores mediar estas inovações da sociedade para que a afetividade não seja substituída pela tecnologia.

Gisele Cristina e Tatiane Librelão

HAND TALK E USADO DE FORMA INOVADORA POSSIBILITANDO A COMUNICAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS

HAND TALK E USADO DE FORMA INOVADORA POSSIBILITANDO A COMUNICAÇÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS
Fonte: internet

As escolas públicas do interior de Minas já podem contar com o aplicativo hand talk , diante da adaptação dos alunos com deficiência na escola normal  por exigências do Governo em terminar com as APAES os alunos serão adaptados a sala de aula  já usando esse app com os que precisam do uso da libra.
Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é utilizada por deficientes auditivos para a comunicação entre eles e entre surdos e ouvintes. Para melhor nos inteirarmos dessa realidade é interessante que essa linguagem se faça conhecer, e que haja uma procura por ela com o interesse de aprendê-la.
A LIBRAS é uma das linguagens de sinais existentes no mundo inteiro para a comunicação entre surdos. Ela tem origem na Linguagem de Sinais Francesa. As linguagens de sinais não são universais, elas possuem sua própria estrutura de país pra país e diferem até mesmo de região pra região de um mesmo país, dependendo da cultura daquele determinado local para construir suas expressões ou regionalismos.
 Devido as situações foi criado o hand talk  em Alagoas,  na qual a equipe ganhou o World Summit Award Mobile, uma competição bianual promovida pela ONU que reconhece aplicativos de relevância para a humanidade a ferramenta para dispositivos móveis que faz uso de um personagem para converter textos, imagens e áudio para Libras. É possível, inclusive, tirar a foto de uma placa e pedir para traduzi-la. É bom porque: facilita o aprendizado de Libras,  amplia as possibilidades de comunicação entre surdos e não-surdos e difunde o uso desta linguagem para um público mais amplo. Disponível para Android, iOS e Blackberry, o professor de inglês  para surdos já conhece o aplicativo e fala que se trata de um aplicativo excepcional que o ajuda na preparação das aulas.
O que se espera é uma ótima adaptação dos alunos diante desse brilhante aplicativo.

Márcia Penha


FERRAMENTA TECNOLÓGICA É UTILIZADA COM ALUNO CEGO EM CURSO PROFISSIONALIZANTE.

FERRAMENTA TECNOLÓGICA É UTILIZADA COM ALUNO CEGO EM CURSO PROFISSIONALIZANTE.

Fonte: letravivadoroig.blogspot.com.br
Escola profissionalizante promove inclusão de aluno cego em curso técnico. As inovações tecnológicas promovem uma grande concussão nos diversos meios de uma sociedade. No ambiente escolar e educacional, a utilização de aplicativos e softwares específicos para portadores de deficiência visual, contribuem efetivamente para o aprendizado, interação e inclusão dos alunos deficientes em suas trajetórias escolares. Exemplo disso é o trabalho realizado em uma escola técnica, no estado de Minas Gerais.
A Escola Técnica Municipal de Funilândia, em Minas Gerais, realiza trabalho inclusivo com um aluno cego, no curso técnico (profissionalizante) de administração de empresas. Acompanhamos o trabalho que é desenvolvido com o aluno Robson Venuto Braga, que possui deficiência de acuidade visual menor que 20/400. O Trabalho é desenvolvido nas aulas de português, onde são elaborados textos, relatórios técnicos, e-mails corporativos e desenvolvimento de documentos gerenciais.
A escola utiliza um software conhecido como DOSVOX, computacional, baseado no uso intensivo de síntese de voz, desenvolvido pelo instituto Tércio Paciti (antigo Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que destina a facilitar o acesso de deficientes visuais a microcomputadores. A tecnologia é utilizada em sala de aula, de forma que o professor apresenta um tema ou assunto para elaboração da redação, texto ou e-mail e o aluno desenvolve o texto através de digitação, no teclado do computador. A medida que o aluno deficiente vai digitando o texto, palavra ou letra, o programa as reproduz em voz, bem como todo texto escrito que também é convertido em áudio. É importante salientar que o programa também faz todo o reconhecimento de cada tecla do computador (teclado) e não só apenas lê o que está escrito na tela, más ele também estabelece um diálogo amigável através de programas específicos e interfaces aplicativas para que o aluno não tenha dificuldade para manusear o teclado ou funções do software. Esse programa utiliza os padrões internacionais de computação, podendo ler dados e textos gerados por outros programas e sistemas de uso comum em informática. O programa também é utilizado para pesquisas na internet, youtube, sites educativos, de pesquisa, e também conta com uma variedade grande de jogos que favorecem muito a interação do aluno cego com os outros alunos, que em média possuem uma faixa etária de 25 anos de idade.
De acordo com a professora de português da escola, Selma Fernandes, com a utilização dessa ferramenta didática, é possível alcançar os objetivos propostos na área de educação, de forma que, com o uso da tecnologia, tornou-se possível romper as dificuldades existentes na educação e comunicação de pessoas com deficiência visual, visto que ao longo de muitos anos, a educação para esse público, ficava restrita apenas ao aprendizado através do uso do Braille. A utilização do recurso de tecnologia educacional em nossa escola é colocada em prática através de ações pedagógicas, de forma contextualizada no desenvolvimento de projetos e no decorrer das aulas. Tivemos um pouco de dificuldade no início, pois não tínhamos o domínio do software e muito menos havíamos trabalhado com um aluno cego nos cursos técnicos, más através de discursões, treinamentos e um bom planejamento pedagógico foi possível desenvolver os métodos e técnicas de utilização do programa em sala de aula. Finaliza a professora.
Dentro de um contexto, podemos afirmar que o programa DOSVOX, possui várias vantagens, pois é um software adequado à realidade educacional dos deficientes visuais do nosso país, porque o idioma reproduzido pelo programa é o português, ao contrário de outros softwares. A aquisição do programa também não oferece custo, ou seja, o download pode ser feito gratuitamente através de alguns sites. A plataforma é bem didática e oferece simplicidade e praticidade, além de ser a mais completa e eficaz no desenvolvimento da escrita e leitura dos cegos.
A definição para o programa, segundo seus idealizadores, está na possibilidade de um aluno com deficiência visual, poder escrever e ler o que as outras pessoas escrevem, a partir de ferramentas interativas.
Como já abordamos todos os pontos positivos em relação ao software, é muito importante também destacar algumas limitações observadas durante o manuseio da ferramenta. Foram observadas algumas dificuldades quanto a utilização de internet, ambiente fechado, e os usuários muitas vezes acabam criando uma certa dependência em relação a utilização do programa. Más também fica evidente, a evolução alcançada no processo educacional desse aluno deficiente. 
Podemos perceber a importância do software DOSVOX na inclusão desse aluno deficiente, assim como todo trabalho que vem sendo desenvolvido na escola técnica de Funilândia, tudo para promover a inclusão e uma maior autonomia de alunos com deficiência visual no ensino técnico e na sociedade. O uso da ferramenta vem rompendo as barreiras de comunicação existentes entre os docentes e discentes portadores de deficiência visual. 

Carlos Eduardo e Leandro Magela