quinta-feira, 31 de agosto de 2017

TECNOLOGIA À FAVOR DA INCLUSÃO

TECNOLOGIA À FAVOR DA INCLUSÃO

Fonte: http://inclusao-tecnologias.blogspot.com.br/2010/08/deficiencia-mental.html
Professores da Escola Estadual de Minas utilizam aplicativos de smartphones para ajudar na inclusão de crianças com deficiência. No dia 28 de abril que é comemorado o dia da educação os educandos desta escola se organizaram para desenvolver práticas mais eficazes na inclusão de pessoas com dificuldade de interação. Como a maioria das nossas tarefas diárias usamos os celulares, tablet, não poderia ser diferente nas escolas, mas com seu uso voltado para atividades acadêmicas, com isso temos o que se chama de tecnologia assistiva, que é o uso de aplicativos e programa que facilitem o aprendizado. Esse tipo de processo surgiu com a necessidade de fazer com que crianças e adulto, tenham mais facilidade no aprendizado e na interação com a sociedade.
Segundo o IBGE de 2015 revela que 6,2% da população tem algum tipo de deficiência. Dentre os tipo pesquisados, a visual é a mais representativa atingindo o patamar de 3,6% dos brasileiros, sendo mais comum em pessoas com mais de 60 anos (11,5%). O grau intenso ou muito intenso da limitação impossibilita 16% dos deficientes visuais de realizarem atividades simples do dia a dia. O estudo mostra também que 1,3% tem algum tipo de deficiência física. Ainda segundo o IBGE 0,8% da população brasileira tem algum tipo de deficiência intelectual, destes a maioria (0,5%) já nasceram com a limitação e deste total cerca de 30% frequentam serviço de reabilitação em saúde. As pessoas com deficiência auditiva representam 1,1% da população brasileira e esse tipo de deficiência foi o único que apresentou resultados estatisticamente diferenciados por cor ou raça, sendo mais comum em pessoas brancas (1,4%), do que em negros (0,9%). Cerca de 0,9% dos brasileiros ficou surdo em decorrência de alguma doença ou acidente e 0,2% nasceu surdo. Do total de deficientes auditivos, 21% tem grau intenso ou muito intenso de limitações, que compromete atividades habituais.
Tendo em vista esse número crescente de deficientes no Brasil se viu a necessidade cada vez maior de recursos que ajudassem na inclusão destas pessoas no meio social foi ai então que se criou a        tecnologia Assistiva, que é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão.
E como fazer para ajudar essas pessoas com tais necessidades? Foi com essa questão que os professores da escola de minas resolveram organizar uma feira juntamente com os pais, para poder mostra que o smartphone serve pra outras coisas além do uso da internet, mostraram que o celular pode ajudar na dificuldade da pessoa com deficiência, com o uso de aplicativos, como por exemplo, o “talckback” função que já vem na maioria dos aparelhos android e ios, a função do aplicativo é muito simples, Talkback é uma função de acessibilidade que ajuda pessoas com deficiência visual a selecionarem as opções do celular. A função oferece suporte de voz a quem tem baixa ou perda total de visão, ele fala em voz alta cada operação realizada no aparelho. Ou seja, sempre que selecionar um aplicativos ou uma opção do aparelho por exemplo: Configurações, o aparelho irá emitir o som alertando o usuário sobre o que está sendo selecionado neste caso o aparelho irá  falar: - Configurações. Esse aplicativo da mais acessibilidade ao usuário, e de certa forma mais independência e autonomia.

Há também outros tipos de aplicativos com o hand talck, uma solução brasileira para a inclusão social de deficientes auditivos está chamando a atenção de todo o planeta. O Hand Talk (Mãos que Falam) é um aplicativo para dispositivos móveis que converte textos, imagens e áudio para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Desenvolvida em Alagoas, a proposta é tão inovadora que ganhou World Summit Award Mobile, uma competição bianual promovida pela ONU que reconhece aplicativos de relevância para toda a humanidade. O aplicativo Hand Talk reconhece três tipos de informação - textos, imagens e sons - e traduz seu conteúdo para a língua de sinais com a ajuda de um carismático personagem chamado Hugo. Assim, quando um deficiente auditivo recebe um SMS, Hugo pode traduzi-lo para LIBRAS. Ou, quando ele encontra uma placa na rua que não entende o significado, basta tirar uma foto e enviá-la para Hugo, que varre a imagem em busca de palavras que depois são traduzidas para LIBRAS.

Pode não parece grande coisa o que esses aplicativos realizam, “mas para nós só a sensação de poder fazer algo sem ajuda de terceiros gera um prazer imenso, gera um sentimento de independência”; relata um usuário.

Estes aplicativos auxiliam não só na vida particular, como na vida acadêmica, facilitando a interação professor aluno. A criação destes tipos de aplicativos só mostra que estamos caminhado no rumo certo, rumo a interação social, buscando soluções  para o que a pouco tempo atrás quase ninguém fazia questão de debater, e hoje é um dos assuntos mais comentados do mundo, e não só a interação mas a aceitação de pessoas com deficiência.

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